sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

AFRODISIA




AFRODISIA

À luz do dia um rubi a luzir
Lábios em exposição, dentes marfim
Rosa vermelha a te seduzir
Dança nua em frenesim

Êxtase, olhos de noite sem fim
Âmbar negro em expectação
Íris dilatada, face carmim

Pernas, braços, laços em comunhão
Ocultando outra flor aflita
Ansiosa pelo calor de tua mão

Bandolins, o coração palpita
Compassar dos dedos e desejos
Abaixo da cintura, paraíso se agita

Gritos, frases sem sentido, beijos
Adormece depois do prazer
Ressuscita, inicia-se outro solfejo

Rosa absorvendo o bálsamo
Que brotam de teus poros
Levando teu corpo ao páramo

Flor de teus dias, a atiçar a fantasia
Folia na inspiração, sensações
Tua pele arrepia, é tudo afrodisia!

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