sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mulher comum





MULHER COMUM

Introspectiva com suas lentes bifocais
Face de mulher vivida, séria
Singela, comum até demais
Humilde moradora da periferia.

Relevante é o seu nariz arrebitado
Impõe ares de princesa
Naquela morena sem tostão furado
Que luta para ter o pão á mesa.

Dentro dela habita outra mulher
Destas que todo homem quer.
Igual às outras, nua é uma deusa.

Timidez é arma, é defesa,
Para esconder tudo o que ela deseja
Quando do amor não tem certeza!

Simbiose



SIMBIOSE

A singrar pelos mares, os amantes
Águas e espumas, o abarcar dos sentimentos
Simbiose de almas navegantes
O poeta e a estrela do firmamento.

Cessa o vento com seus açoites
Baixa o azul da constelação
O amor vence a noite
Sem temer a escuridão

Tão próximo do céu está o horizonte
Rumando vai a nau docemente
Além da vida, eterna canção

A paixão em curso incessante
O sentir pulsando veemente
Dois corpos, um só coração!



Amantes




AMANTES
A vida pode ser bela e contagiante
Rosas, jasmins, cenário mágico sem fim
Eterna primavera, estação inebriante
Bastaria um sorriso e tu junto a mim

Floresceria uma paixão delirante
Embevecidos frente ao desejo
Seríamos nós, os amantes
A compactuar um eterno beijo

A nossa volta somente jardins
Parceria perfeita, a tristeza aos confins
Nossos corpos em frenesi no relvado

Até o sol seria nosso companheiro,
Ao nos ver tão alucinados e beijoqueiros
Apagaria a luz, extasiado!

Tuas carícias





TUAS CARÍCIAS

Adoro tuas mãos em meu corpo.
Descem suaves percorrendo todos
Os lugares.
Tocando meus seios através do decote
Do vestido vermelho delírio.
Desfiando minhas meias, tuas unhas
E os dedos?
Procurando a flor oculta toda acesa,
A mão não enxerga, quem se importa?
O sapato no canto observa, tuas
Carícias sobre meus quadris e já não
Agüento.
Encaro-te de olhos virados e peço:
Depressa, penetra antes que eu me
Arrependa e feche a porta.
Não crês que a deixo sempre assim
Escancarada e basta de conversa,
Vamos ao que interessa.
Atravessa logo a linha do pecado,
Vieste até aqui agora deixa teu recado!

Conjunção






CONJUNÇÃO
Contigo renascem minhas esperanças
Devaneios tolos, tudo é alquimia
A magia de satisfazer nossas intemperanças
Tu e eu a vibrar, nós em perfeita sintonia

Nossas almas misturam-se às fantasias
Plumas brancas, leves, anjos em sinfonia
A contagiar e nos cobrir com douradas túnicas
No entoar das doces liras em harmonia

Conjunção de planetas, presente da natureza
Êxtase no infinito, uma chama eternamente acesa.
No céu a lua contempla, mera coadjuvante.

A esperar ansiosa por um eclipse
Nos acompanha, vela, a tudo assiste
E recorda daquele sol radiante!

Noite perfumada




NOITE PERFUMADA

Sobre minha cama dúzias de pétalas vermelhas,
Para o premeditado encontro, a noite perfumada.
Rosas vermelhas estarão espalhadas,
Nossos corpos desprenderam-se da alma,
Ante a paixão a ser consumada.
Ao fundo, envolvida pela música suave,
Tentarei manter a cadência de minhas pernas
ansiosas por entrelaçaram-se antes da hora.
As mãos indecisas a querer desvendar teus
Segredos, trêmulas, descendo e subindo,
Esperando que as detenha para as tuas
Deslizar, me pegar e obrigar a te amar.
Tantas besteiras, palavras sem sentido,
Sussurros aos ouvidos,
Ápice do êxtase, da libido.
Minha calcinha rendada, os espartilhos,
Irão te alucinar, vestida de vampe irei
Desfrutar-te.
Basta de lei seca, o champanhe a borbulhar,
Arrancarei-te a roupa e direi:
Vem logo, deita!
Eu serei a meretriz,
Igual àquelas que você se deleita,
Ou pensas que sou pura, santa e
Perfeita?

Inexplicável





INEXPLICÁVEL

Como tantas coisas, inexplicável
Sem palavras, não sei o que dizer
Aconteceu algo improvável
Em teus olhos fui me perder

À noite meu pensar te persegue
Imagino nosso encontro, a surpresa
É quando sou celeste, a estrela
Azul que te beija e envolve
Fazendo de ti a minha presa.

Devaneios a esta altura da vida
Eu que acreditava ser tão vivida
Não esperava ser por ti a escolhida

Ante a recíproca estou realizada
A felicidade desta rosa orvalhada
È ser de ti a doce amada!

Sempre viva



SEMPRE VIVA

Amor-perfeito, flor sem defeito
É da natureza um presente.
O sentimento permanece no peito
Por alguém de mim tão distante

A imaginação solta as asas
Em vôos à procura da paixão
Rosas invadem tua casa
Sem perder a direção.

Gira o sol afastando o passado
Para ti a paz, um lírio encantado
Minha alma que por ti chama

De ti eterna lembrança
Sempre viva a esperança
No coração desta dama!

Noite dos amantes





NOITE DOS AMANTES

A noite nunca se esquece dos amantes
Desaba a chuva escondendo a feiticeira
Atrás das nuvens negras oscilantes.

Mas lá está à espreita toda faceira
Arrumando o véu com esmero, vaidosa
E só aparece quando a paixão vira fogueira

Quando surge branca toda formosa
Traz consigo estrelas reluzentes
E para ti em oferenda a mais bela rosa.

Creias não há espetáculo mais envolvente
Depois da escuridão há uma presença
A flor que te ama docemente

Não quero ser apenas vaga lembrança
É incoerência saudades e lamentos
Se não vens certamente não me alcanças

Tu vives ao meu lado em pensamentos
Para mim não existe distância
Quando quero realizar meus intentos

Sou perseverante, mantenho a constância
Você é meu amado, o homem desejado
Para que sofrer, ficar na abstinência?

Nossa cama não desmente




NOSSA CAMA NÃO DESMENTE

Na inocência de um grande querer
A ele me entreguei totalmente
Noites de paixão e prazeres latentes
Até que a exaustão viesse nos conter

Embevecida esqueci-me do sofrer
Tu e eu vivendo intensamente
E a nossa cama não desmente
Testemunha ocular do prazer

Porque tiveste que partir?
Outros braços e carícias... Procurar?
Por teus beijos minha boca vive a pedir

Sei, por muito tempo vais sentir
Um aroma de rosas pelo ar
Aqui é teu lugar, não tente se iludir!

Algemas



ALGEMAS

Ontem a chuva fina encerrou o dia.
As cortinas da verdade abriram-se de repente
Um vento forçou as janelas violentamente
Era o amor que chegava com toda sua euforia.

Alojou-se em minha vida e em regalia
Espalhou-se em mim e na casa inteira.
E da cama fez-me prisioneira.
Estas algemas eram tudo o que eu queria.

Foi-se àquela garoa passageira
As lágrimas que derramei em vão,
Agora sou mulher realizada. Altaneira.

A noite tem estrelas e emoção
Para nós a inspiração verdadeira
Unidos em contemplação e paixão!

Fruta macia





FRUTA MACIA

No calor da cama as horas
Passam alucinadas.
Nossos corpos colados,
Em chamas.
Minha boca a perder-se
Na tua.
Desejo com gosto de
Fruta macia.
E tudo isto só termina
Ao raiar do dia.

Deixa-me e vai cuidar
Da tua rotina.
Fico ali sozinha,
Conversando com o
Espelho e
Querendo que a lua
Mensageira dos amantes
Apareça ali naquele
Instante,
Só para eu te ter
Novamente!

Incondicionalmente





INCONDICIONALMENTE

Quero falar-te do meu imenso amor
Este sentimento é para ser vivido.
Compartilhado, dividido com fervor
Cúmplices do desejo, da libido.

Chegaste olhos cor de noite escura
Pouco a pouco entraste em minha vida
Conquistaste com tamanha candura
Uma estrela peregrina tão sofrida.

Neste exato momento meu pensamento
Voa buscando-te no firmamento
Para consagrar nossa paixão ardente
E nada detém esta febre delirante.

Homem, tu me pertences, é meu
Sou tua luz, a deusa do teu céu
O azul que faz tua íris tão reluzente
Aquela que te ama incondicionalmente!

A NOITE É DE NÓS DOIS...





A NOITE É DE NÓS DOIS...

Ouça os barulhos da noite clara
Há em evolução um cântico sagrado
Saúdam-se os anjos lá fora
Estrelas brilham, o céu está pintado.

Ladram cães a perturbar a madrugada
O orvalho cai sobre a rosa solitária
Os amantes trocam juras nas calçadas
E tudo observo, gravo na memória

Dormem os pássaros em seus ninhos
Pirilampos rondam de mansinho
Pisca -pisca em meu olhar luzindo

Tu chegas sorrindo, querendo carinhos.
Um abraço apertado, devagarzinho.
Estamos sozinhos e o dia vai surgindo...

sábado, 2 de janeiro de 2010

Simplesmente mulher!



SIMPLESMENTE MULHER

Sou bailarina sem sapatilhas
Nas pontas dos pés a beijar tua boca
E aos rodopios, giro feito louca
Fantasia, alegria, cor de maravilha

Sou rosa formosa e vermelha
Do teu jardim a preferida
De ti a amiga, o amor, a mais querida
Rubra flor, do desejo a fornalha

Sou mulher simplesmente
Que excita, deixa-o demente
Crente no amor verdadeiro

Sou tua sina, teu passarinho
Senhora e glória de teu caminho
E tu és meu nobre cavalheiro!

Desejo perturbador




DESEJO PERTURBADOR

Com você não ouso falar de amor
Quero viver este sentimento
Que não necessita de depoimento
É deixar o termômetro acusar o calor

Explodir as chamas, em brasas, o torpor
Dar asas aos mais íntimos pensamentos
Entre abraços e beijos vem o alimento
Da ânsia deste desejo tão perturbador

Pelos lençóis de seda, a alma acesa
Iluminada abaixo da cintura
A rosa vermelha com ares de princesa

Compenetrada no mágico instante
As mãos experimentando a proeza
De invadir a parte mais pura,
E é bom enquanto dura!



Não me olhe assim...



NÃO ME OLHE ASSIM

Não me olhe assim querendo amor
Estou tão sozinha nesta noite escura
Surge você um boêmio sonhador
Para conquistar esta dama das alturas!

Fico ruborizada, lua enamorada
Plena, branca de emoção
Esta mirada deixa-me envergonhada
Sou a encantadora... Você sedução.

Mas o que dirão os amantes
Sem entender não terão inspiração
Notando-me da noite ausente
Não consumarão a paixão.

Não me olhe assim, tenha pena!
Sou recatada, solto a fera que hiberna
Rasgo a roupa e entrego-me mansa
Há tempos não libero esta devassa

Não me olhe assim. Novamente
Vou descer do pedestal
Basta de ser minguante
Quero saciar este desejo carnal!

Intimidades






<

INTIMIDADES

Este olhar malicioso
A predominar em teu rosto.
Tuas mãos transitando nas
Curvas retilíneas do meu
Corpo.
O sussurrar em meus ouvidos.
E quando estás a morder o
Meu pescoço...Ah!
Eu não resisto!

Atrevido! Invadindo os meus
segredos , despindo-me das
verdades,
desbravando as
grutas, labirintos...A sorrir
exponho minhas intimidades.

Conheço bem o teu enredo,
Tuas taras, ansiedades
E realizo tuas fantasias,
Os mais loucos desejos,
Sou uma amante diferente
A cada dia!

Visto-me de doméstica,
Vadia,
Viro-me do avesso,
Mudo a cor dos cabelos,
Mas entregar-me é minha
Maior lascívia.

Somos um casal sem cerimônias,
Unidos pela paixão, pela libido,
Já perdemos a vergonha,
Mas fazemos amor
Escondidos!

Vem ser meu





VEM SER MEU

Você vive a brincar com meus sentimentos
Sem saber o que fazer... Entristecida
Diz que esqueceu nossos momentos.
Creio que gostas de ver-me aflita.

Não minta, jura-me amor eterno
Que sentes falta de meu carinho
Volto a sorrir, pareces tão sincero
Porque insiste em caminhar sozinho?

Homem sou mulher decidida
Não quero nada pela metade
Vem fazer parte de minha vida
Aceita, tu me amas de verdade.

Você é prisioneiro da paixão
Queira ou não só eu tenho a chave
Acorda, não se engane, ouça o coração
Acabe com as barreiras, derruba as grades

Vem ser meu por um dia
Experimenta, seja ousado, decida,
Garanto nunca mais haverá a despedida!


Aceita-me?





ACEITA-ME?


Banharei-me com um aroma envolvente
Impregnarei meu cheiro em teu corpo
E o converterei, tu serás meu amante.
Em transe não resistirás ao desejo.

Delírio, êxtase, palavras obscenas e juras
Celebrarei esta paixão iminente.
Sensação de vitória, da ansiedade a cura
O despertar do prazer inconsciente.

Quando a adrenalina sucumbir
Extenuados iremos dormir
Ao som das batidas de nossos corações.
Melodia compassada das emoções.

Sentimento inebriante,
Loucura constante,
É tudo o que posso oferecer...
Amor, razão de o meu existir, aceita.
Serei sempre tua é só permitir, não reluta!


Malícias





MALÍCIAS

São tantos beijos, flores, devaneios
Emoções que abalam, perde-se a razão
Sem roupa, quase louca aos enleios
Em tuas mãos meu coração, a excitação

Você me comove lágrimas e sorrisos
Tudo se mistura suores e delícias
Tem tudo aquilo que gosto e preciso
Calor, amor, paixão e malícias

Adoro ser tocada, sou dengosa
Na cama sou perigosa
Gata que ruge e vira fera

Mas reduz a velocidade
Contenha a ansiedade
Olha o trânsito, espera...

Despida




Corcel negro














CORCEL NEGRO

Surpresa chegou à palidez do dia
Corcel negro, alma do selvagem
Na noite se expandia, miragem
Peregrino voraz que a ela invadia

Vinha sedento, beber em suas mãos
Dos virginais montes eretos
Das águas doces em multiplicação
Contraposto daquele corpo preto

Amplidão a ungir-lhe as retinas
Orvalho que no calor derrete
Impregna, verve, súplicas

Branca tez, nubente margarida
Perdeu o véu em mulher se converte
Num espasmo bucólico da vida!

Pureza





................................................
PUREZA

Teus olhos em meus seios pueris
Luzeiros atrevidos são faróis
Sol a iluminar os montes, febris
Cobertos por madeixas, caracóis.

Mãos trêmulas, pensas em alisar
Flores macias caem dos arvoredos
Em tua boca branca o néctar
No corpo teso arrepiam-se os pelos.

Folguedos e fantasias ironizam a cena
Tu querias pegar as pêras maduras
Com elas se fartar, dá-me pena!
Há tanto enlevo, sinceridade nas juras...


Sabe que sou intocada, donzela, pura
Não me exponho qualquer cantilena
Tu és resposta às minhas novenas
Podes avançar, mas comece pela cintura!

Orienta-te!




ORIENTA-TE
Não temas as corujas em silêncio
Olhas a noite sem tantas brumas
Fujas da morte precoce e dos arrepios
Lança-te ao mar, branca espuma

Hás de encontrar o cimo, o desvario
Quando tua boca em verve anunciar
O amor que se oculta neste peito vadio
Poeta aceita o que tenho para te dar!

Trago especiarias, cravo canela...
Prenda virtuosa, um botão de rosa
Vou ao extremo por uma cantadela!

Sou mui bela, Tu podes baixar as velas
Por ora, recua-te, sei que sou cheirosa
Não desoriente, mais só depois da capela!

Sim às fantasias!





SIM ÁS FANTASIAS!

Á tardinha ouve-se os sinos do campanário
Romântico ocaso, com aromas sutis
Ternura advém dos madrigais imaginários
Que no apogeu gera pérolas e rubis.

Em evoluções transcendentais
Corpos acesos, sombras indefinidas -
Vastos relvados, prazeres cabais
Sedução do astro-rei, e ela deliram...

Lá vai ele a desnudar a dama fria
Aquecê-la com abraços e beijinhos
Enquanto nós recomeçamos os carinhos

E um grito surpreende a folia
A lua aflita aos gemidos se pronuncia
_Exéquias nunca mais, sim às fantasias!

Tiro a roupa para você







TIRO A ROUPA PARA VOCÊ

Plumas roçam meu corpo trêmulo
Sutileza de mãos que conhecem
Caminhos que a ele entorpecem
Inebriante poema advém dos zelos
Nua em pelo, dos pés aos cabelos
Á média luz um olhar passeia
Querendo enxergar além, vagueia
Detém-se na flor do cio, úmida
Debatendo-se ao vento, ávida
Na boca o mel e tudo que queiras

Estou entregue ao sonho, delírio
Murmúrios, gemidos, bela canção
Fundo musical a acelerar o coração
Somos amantes em total fascínio
Vibram emoções, sou dele domínio
Submissa quando sou invadida
No ápice digo ser mulher da vida
Dane-se o pudor, a compostura
Roupas para quê, ocultar parte pura?
Com um homem assim é desperdício!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Poeminha " de ano novo




“Poeminha” de ano novo



Fogos de artifício ardem

Hortelã no céu da boca

Louca... Desejos invadem

Meia noite, hora da loba



A visão percorre o infinito

Das luzes que vem de um olhar

Sinto a pulsação das veias

Súbita ereção se vai às peias



Caninos expostos,

Rasgam-se as cortinas

Entre olhares...

Feliz Ano Novo!