TENHO UM JEITO...
Tenho um jeito inconseqüente
De borboleta monarca,
A pousar em sândalo proibido
Que dele é o perfume preferido.
Tenho um jeito irreverente,
Meio contundente
De dizer palavras incoerentes
Quando em desejos latentes.
Tenho um jeito agressivo
De manter-me sempre na defensiva.
Tentativas vãs de fugir de tuas
Investidas.
Tenho um jeito frágil
De mulher porcelana.
Sou firme como rocha magmática
E não quebro na cama.
Tenho um jeito inocente
De encostar-me em teu peito
E fingir-me de carente. Nesta hora
Sou sereia.
Tenho um jeito feminino
De passear em teu corpo,
Olhando a vitrine que dos teus olhos
Despontam.
Aí, meu caro, perco o tino.
Tenho um jeito de mulher madura,
Experiente,
Mas que para ti será jovem
Eternamente!
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