domingo, 27 de fevereiro de 2011

Soneto saqueador




Nas luzes desfeitas, cama desarrumada

Meu mundo lírico gira às avessas

Num olhar de negror vejo-me desejada

Alço asas vou ao futuro de promessas



Antecipo a noite, lua vadia prateada

Homessa, para tal deleite não há pressa

Não faço de rogada, loba declarada

Meu horizonte balança e é bom à beça



Promessas de um novo limiar acende

corpos e pensamentos tão imprudentes

devorar-te na ceia e nada me prende



Pois se um raio de luar pode de repente

Invadir teu corpo-sol exposto e ardente

Posso também saquear o viripotente



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