domingo, 27 de fevereiro de 2011

Soneto dos cinco minutos




SONETO DOS CINCO MINUTOS



Alguns segundos para arrancar

a roupa, a boca espumando

o prazer se aproximando e falar

não convém, apenas sussurrando



Os olhos cobertos a brincar

lusco-fusco se consagrando

Gato alongado é preconceito e amar

não é para qualquer que fica espiando



Parada obrigatória, um trago de prazer

Nas curvas perigosas derrapadas

Um beijo em marcha lenta, o que dizer?



Não perdi o bonde, esperteza e querer

é um volante avariado nas mãos aladas

o deleite é quem comanda, é o chofer!



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