sábado, 2 de janeiro de 2010
Tiro a roupa para você
TIRO A ROUPA PARA VOCÊ
Plumas roçam meu corpo trêmulo
Sutileza de mãos que conhecem
Caminhos que a ele entorpecem
Inebriante poema advém dos zelos
Nua em pelo, dos pés aos cabelos
Á média luz um olhar passeia
Querendo enxergar além, vagueia
Detém-se na flor do cio, úmida
Debatendo-se ao vento, ávida
Na boca o mel e tudo que queiras
Estou entregue ao sonho, delírio
Murmúrios, gemidos, bela canção
Fundo musical a acelerar o coração
Somos amantes em total fascínio
Vibram emoções, sou dele domínio
Submissa quando sou invadida
No ápice digo ser mulher da vida
Dane-se o pudor, a compostura
Roupas para quê, ocultar parte pura?
Com um homem assim é desperdício!
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