sábado, 2 de janeiro de 2010

Corcel negro














CORCEL NEGRO

Surpresa chegou à palidez do dia
Corcel negro, alma do selvagem
Na noite se expandia, miragem
Peregrino voraz que a ela invadia

Vinha sedento, beber em suas mãos
Dos virginais montes eretos
Das águas doces em multiplicação
Contraposto daquele corpo preto

Amplidão a ungir-lhe as retinas
Orvalho que no calor derrete
Impregna, verve, súplicas

Branca tez, nubente margarida
Perdeu o véu em mulher se converte
Num espasmo bucólico da vida!

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