sábado, 3 de outubro de 2009

Fogo






FOGO!

Sopra o vento nas sendas frugais
Dois montes eretos exalando odores
Doces e especiarias despem fantasias
Na estradinha das coxas de esplendores

Cravo e canela, cor da pele exposta
olhos vulcânicos no preceder da erupção
bastão em pontaria espera a resposta
Sim à penetração na cisterna, explosão

Lúcida? Não mais, a tela do céu se abriu
Voam pombas dos atalhos do meu corpo
Buscando o calor, o recôndito que fluiu

Em revoadas assentam-se peitos e boca
Nas larvas incandescentes que se seguem
Fogo atípico predomina e me deixa louca!

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