Língua surreal
Na construção da desordem do dia,
A viga ereta explode, coberta de
Argamassa.
O buraco do elevador, de tanto
Sobe e desce dispara o alarme
De incêndio.
Vai e vem enlouquecido,
Gritos...O prédio vem abaixo!
Não basta? Então...
Serei explícita, minha língua atrevida
Moça fogosa formou-se bailarina
Dança em teu corpo, impávida
Do pescoço até o fogo da lamparina
E ensaia outros passos mais audazes
Mansamente vasculha outros pontos
Entre as pernas, coxas tão eficazes
Um bailado de pirilampos tontos
Estrelinhas surgem de repente
Embriagues sem éter coadjuvante
No palco de uma cama, mormente
A perseguir desejos mais excitantes
Acaba morrendo em tua boca quente
Num último grito de gozo dilacerante!
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