sábado, 17 de outubro de 2009

Opulência do prazer II





OPULÊNCIA DO PRAZER II

Eis que suposições e tantos pensares
Fazia do semblante um tétrico olhar
Revoltava-lhe saber-se só, em pesares
Um viver fadado aos azares, sem amar

Desolada, mal amada...Ríspidez
Esquecera o sentido de um sorriso
Fechou-se para o mundo, insensatez
Sem um talvez, sentimento tão impreciso

Desabotoou a blusa com violência
O volume á mostra, soltos ao vento
E gritou que perdera a decência

Vencida pela solidão, nefasto tempo
Assumiu-se mulher em opulência
Entregue á paixão sem mais negligências.

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