sábado, 31 de outubro de 2009

Vento



VENTO


Vento amigo,
Em rodamoinhos
Revolvendo folhas,
Da bela a levantar-lhe
A saia. Atrevido!

Venha mais ligeiro
E dela solta-lhe
Os cabelos.

Mais quente, rápido,
Um torpor.
Lisonjeiro, da blusa
Faz saltar-lhe os seios.

Ciclone, arranca-me
O desejo.
O pecado de querer
Que tu deixe
A maçã exposta.

Neste caso, não me
Faço de rogado,
Submeto-me a
Tentação.
Assumo sem vacilar
O papel de Adão.

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