PÃO E VINHO
Meu vestido grená o vento agita, alicia.
Uma bandeira sem pátria a fulgurar
Em meus braços tu vens se aninhar
Embeber-se em minha íntima essência
Sorver minha calma perder-se nas carícias.
Um jeito especial de violar meus segredos
Beijar-me até desbravar os vinhedos
Inebriar-se ante as doces primícias
Aroma fatal da uva e suas delícias
No calor da paixão verve os desvelos
Farfalham sensações velozes ao vento
Despenteando as montanhas verdejantes
Pensamentos crônicos, concomitantes.
Passam os dias, não passa o encantamento.
Juntos somos alegria, contentamento.
Na brisa a docilidade de tua imagem
Na estranheza do tempo, uma miragem.
Palavras sem sentido, bocas ávidas.
Embriagados, loucos, almas apaixonadas.
Juntos somos pão e vinho, voragem!
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