quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aquarela



AQUARELA

E a manhã cantava docemente,
Frutas espalhadas pelo chão
Alvoroço de pássaros, incessantes
Num quadro tu eras um aldeão

Esgueirava-se à noite em primícias
Prímulas e rosas, com as saias ao vento
Num contento de faces pós-carícias

Borboletas saiam da paisagem sutil
Pousando levemente em meus olhos
O amor chegou assim, ninguém viu

Tu e eu sabemos do sentir febril
Dos aromas, da aquarela, da paixão sem refolhos
Pincelada exata, tuas mãos em meu quadril!

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