sábado, 28 de novembro de 2009

Orquídea negra



Orquídea Negra

Deusa dos jardins alados.
Mistério regado
de orvalho.
Plúmbeo matiz
oriundo,
obcecando os
Olhos do pecado.

Negro olhar
Fulminando o dia
Fechando a cortina
Da pureza
E na incerteza
Dos ateus violando
O sagrado.

Profana! Asas abertas,
Vôos lúdicos
Aprisiona a mente.
Tu és flor?
Imagem e mulher,
Vampira na miragem.
Medeixes!

Alucina-me com
Esses enfeites,
Cacho de flores,
Razão das minhas
Dores.
Poderia ser nívea,
Apaziguando minh’alma
Esfriando este torpor,
Gerando lucidez e calma.

Podias ser Isaura,
Refletir bondade em minha
Aura.
Quis o destino provocar-me
Tal desatino.
Desejar o inferno,
As chamas ardentes
De teu corpo feminino,
Vestido de orquídeas negras!

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