quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Branco








BRANCO!

Apraz-me com olhos d ‘alma olhar-te.
Destarte vejo-te em essência, meu lírio.
Branco, tu és poema lírico, estou a amar-te.
E canto á beleza, querer-te é um desafio.

Tez de veludo, em pompa desfilas.
Sabes que te observo á distância
Finjo-me bailarina, dilatada pupila.
Na boca a chila, á garganta monofonia.

Branco como podes ser tão frio
A neve cai e tu te vais com o sol
Mas não demores fico aos arrepios

Lá se vai mais um dia, o arrebol.
E tu virás na palidez da noite em assobios
A luzir estarei como noiva do céu, algol!

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