
BRANCO!
Apraz-me com olhos d ‘alma olhar-te.
Destarte vejo-te em essência, meu lírio.
Branco, tu és poema lírico, estou a amar-te.
E canto á beleza, querer-te é um desafio.
Tez de veludo, em pompa desfilas.
Sabes que te observo á distância
Finjo-me bailarina, dilatada pupila.
Na boca a chila, á garganta monofonia.
Branco como podes ser tão frio
A neve cai e tu te vais com o sol
Mas não demores fico aos arrepios
Lá se vai mais um dia, o arrebol.
E tu virás na palidez da noite em assobios
A luzir estarei como noiva do céu, algol!
Nenhum comentário:
Postar um comentário