sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quando o céu encontra o mar



                                                                                     



Quando o céu encontra o mar

Brilho dossel, orgia das estrelas
Namoradeiras á noite a beijar
Ao ouvirem o bardo ficam a piscar
E caem desajeitando as melenas.

Abraça-lhes o mar tíbio, ansioso
Atlântico senhor, espelho virginal
Tingido de azul, vê-se mais fogoso
Um gozo de rei, prazer celestial

Lindas falenas nas espumas a nadar
São noivas d’água, bailado do acasalar
Que ao marinheiro faz recordar
Da amada que ficou a o esperar

Vai mar, amar os segredos do céu
Retira-lhe o véu, todo dia a se casar
Assim são teus olhos claros ao léu
Espelhos onde estou sempre a morar.

Claridade onde estou a mergulhar
No teu corpo coberto de sais
Vestida de estrela e corais
Desejos eternos, beijos imortais

Mais que a eternidade do topázio
Sede insaciável nos faz irreais
Ultrajando o infinito, constante cio
Nomeando constelações austrais

Instigando a fertilidade oceânica
Emergindo o paraíso de Platão
Athena e Hefestos na Atlântida
Eu e tu, mar, Vênus e sedução!

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