sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Estranho querer



                                                                                     








Estranho querer

Pode a noite desnudar os amantes
Proclamar estrelas, desfazer as teias
Dilatar as veias, ocultar semblantes
Dos lobos aprisionados que receias

Na escuridão há os castelos de areia
Sonhos e ilusões que tanto desdenhas
Meus olhos negros tua alma clareia
E revela teus piores medos em resenhas

Estranho querer que profanas
Destituído de calma e permissão
Cego de desejo em frases mundanas

Sem compostura violentas a razão
Cama ao chão, cenas insanas
Denunciando quão grandiosa é a paixão!





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