sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Em paz com o amor






EM PAZ COM O AMOR
Falar-te-ei de um sentir estranho
Que não se exprime em palavras
Pode ser flor, céu, lua, um lanho.
Embriagador, extremada é a lavra.

Sem meio termo e conjecturas
Ária lírica, tudo se explica e nada
Entende-se, pois é poesia pura.
Para entender tens que ser amada


Este amor sem jeito, intenso, assaz.
Deixa-me assim, plumas ao vento.
Tanto sentir, tanto amar, bem me faz.

E tu me olhas tentando entendimento
Não o faça, abraça-me, sejas voraz.
Vamos viver o que nos resta em paz!

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