quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Enquanto dormes




Enquanto dormes

Dormes sereno e meus olhos escuros
fazem sombra sobre tua nudez
Cai uma maçã madura, amor tão puro
Embora não sintas a minha avidez.

As mãos ensaiam gestos de ternura
Teu corpo nu, desejo e poesia
Embevecimento, tu és uma pintura
Uma tela real , homem que inebria.

Teu sono causa-me mais anseios
Queria ver os teus sonhos mais íntimos
Estar contigo no extremo do delírio, enleios.
Exaltação é saber-te parte de meu imo.

E primo pelo zelo de aquietar-me por horas
Tua presença em meu leito... Sentires invade
O quarto e sem resistência aos pudores,
Perco a rima,
A roupa,
Louca,
Atiro-me na cama e a virtude jogo na lama,
Posto que nada mais importe a não ser
Despertar o amor que ora me inflama!

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