sábado, 28 de novembro de 2009

Enquanto existir amor...













ENQUANTO EXISTIR AMOR

Eis que me abandonas oh sorte!
Falcatruas e penhores, dores
Nos sábios jogos da nefasta morte
Com risote, aspecto vil, magrote


Talvez a couraça o pesar suporte
Vês? A cruz que carrego são flores
Dos espinhos, cicatrizes e cortes
Que aportes! Inda resta-me amores!

Que sejam falsos, tu te importas?
Reluzem como ouro e são de lata
Este peito traz o aço e não entortas.

Sincera também não o é, te delatas!
Dilatado anseio, explode tua aorta
Quando a bela entra por aquela porta!

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