
Poema sexualmente livre
Há um pêndulo que nasce n’alma
E em intervalos irregulares se move
Batidas do meu coração sem calma
Como um som saído de um adufe
Há o mérito em cada gesto de ternura
Na mesura das mãos sem as luvas
Tocando meu corpo, minha cintura
Beijando minha boca aroma de uva
Há o desvio de olhares entre pernas
Na profundidade da estranha gruta
Ávida pelo acesso da grande caderna
Num mar de espumas e belas volutas.
Há a necessidade de ter-se categoria
Quando o lusco-fusco sai em evoluções
Provocando revoluções na noite fria
Onde somos sombra única em tensões.
Há acinesia após o orgasmo consagrado
Nossos esqueletos jogados, mormente
Engendrando outros atos e agarrados
Vivemos amor e sexo simplesmente!
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