sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Naturalmente mulher!



                                                                                     


NATURALMENTE MULHER!

Quis falar do desapego,
Da falta de sensatez.
Fui pega por braços
Mais fortes que o meu
Querer.
Não ceder seria perder
O prazer de ter-te,
Sem enfeites, pois
A vida é real.
Sexo é normal!

Titubear numa hora assim,
Em que  crivo meu cigarro
No cinzeiro, apago a raiva
E na fumaça vejo suspender
Um desejo em círculos
Tortuosos.
Meus olhos em reviravolta
E as pernas já tortas não
Sabem para onde correr.

E quer saber? São fetiches,
Pega esconde,
bola na  boca do gol...Pega!
O sol em respeito apaga-se.
Vem a noite vestida
de azeviche e esconde a minha
nudez.
E sem mais nem talvez,
Sou mulher porque assim
A natureza me fez.

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